Ranking ENEM

Como foi noticiado pela imprensa, o Inep divulgou as médias das escolas no ENEM 2015. Mais uma vez, ficamos bastante satisfeitos com a “fotografia” publicada e acreditamos que seja oportuno reforçar algumas considerações e interpretações dos dados, fazendo uma espécie de prestação de contas. Antes de passar à análise das notas e dos possíveis “rankings”, é preciso esclarecer alguns pontos:

1. As notas médias dos alunos no ENEM e a posição da escola em um ranking traduzem apenas parcialmente a missão da instituição.

De fato, como sempre fazemos questão de enfatizar, assumimos a missão de provocar a superação acadêmica dos nossos alunos. Isso significa atuar em duas frentes que, ao contrário do que muitos imaginam, não se anulam e até se complementam: formação e resultado.

De um lado, trata-se de formar os adolescentes para as múltiplas competências exigidas pela vida em sociedade, das cognitivas às socioemocionais. A esse propósito, temos nos empenhado em traduzir os cinco pilares da formação nas mais diversas atividades da escola. De outro, trata-se de desenvolver metodologias de estudo e desempenho em alto nível, para que os alunos consigam demonstrar as competências cognitivas cobradas nas provas.

Acreditamos que o equilíbrio entre a formação e o foco no desempenho é o caminho difícil e produtivo a ser trilhado. E achamos muito importante reforçar isso quando os resultados nos favorecem, para que não pareça casuísmo. Dito de outro modo, imaginamos que muitos dos frutos da escola – gosto pelo estudo, senso de dever, pensamento crítico, entre muitos outros – sejam percebidos pelos responsáveis em seus filhos no dia a dia, em atitudes, muito mais do que nas notas no meio do caminho.

2. O Inep não divulga um ranking de escolas, e sim as notas de cada instituição. Quem produz rankings é a imprensa.

Essa não divulgação de um “ranking” oficial se explica por, pelo menos, três motivos:

  • Não faria muito sentido comparar instituições com características tão diferentes (tamanho, propósito, grupo sócio-cultural das famílias etc.);
  • As notas são obtidas pelos alunos, e não pela escola, o que significa que as diferentes instituições só seriam comparáveis de fato, se seus alunos fossem os mesmos, ou tivessem perfil acadêmico muito semelhante;
  • Ao ser aplicado apenas uma única vez aos alunos concluintes do ensino médio, o ENEM não consegue informar qual foi o incremento de performance de cada aluno, o que significa dizer que não se tem como medir adequadamente a influência que cada escola tem sobre cada grupo de alunos. 

3. O ranking tipicamente divulgado na imprensa é artificial, se considerarmos o propósito de aprovação nos vestibulares.

Ao fazer o ranking de escolas, os jornais utilizam as notas divulgadas pelo Inep e calculam a média aritmética das quatro provas objetivas (Linguagens, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza), deixando de fora a Redação, que fica num ranking à parte.

O argumento para a separação das provas é o de que a nota de Redação não é comparável às demais, já que não é calculada pela T.R.I. (sigla para “teoria de resposta ao item”, uma ferramenta estatística de padronização das notas). Isso é verdade, sem dúvida. No entanto, as instituições que usam a nota do ENEM para selecionar seus alunos – UFRJ, UFF, Unirio, Rural e PUC, para citar as mais conhecidas – não apenas somam a nota da Redação, como estabelecem diferentes pesos para elas. Citando apenas a UFRJ, vale lembrar que a universidade atribui peso 3 para Redação em todas as carreiras.

A excelente média dos alunos do _A_Z em Redação constitui, nesse sentido, um elemento estratégico para a aprovação dos mesmos, ainda que não seja computada no ranking tipicamente feito pela imprensa. Nesse sentido, quando fazemos a análise interna das notas, sempre procuramos imaginar diversos outros “rankings”, como veremos a seguir.

Médias do Colégio de A a Z e posições nos rankings

Em 2015, quatro das nossas unidades tiveram alunos fazendo o ENEM: Barra, Botafogo, Recreio e Tijuca. A unidade Ipanema é nova, por isso só entrará nessa listagem no ano que vem. Para facilitar a identificação de cada unidade nas listas, esclarecemos aqui os "códigos de entidade" junto ao Inep:

  • Colégio de A a Z (código 33447225) – Barra / 100 alunos
  • Colégio de A a Z (código 33228604) – Botafogo / 81 alunos
  • Colégio de A a Z (código 33173869) – Recreio / 30 alunos
  • Colégio de A a Z (código 33173990) – Tijuca / 35 alunos

Como se pode perceber pelas notas divulgadas, as unidades estabelecidas há mais tempo e com Ensino Médio completo (Barra e Botafogo) tendem a ter resultados melhores. Isso se explica, fundamentalmente, pelo fato de que a maior parte desses alunos estuda no _A_Z há alguns anos.

Considerando apenas o município do Rio de Janeiro (um universo de 446 instituições), elaboramos algumas ordenações possíveis, que explicamos a seguir.

Ranking “A” – média das cinco provas

Esse ranking nos parece razoavelmente neutro para permitir uma comparação entre escolas. Nessa hipótese de uma média aritmética entre as cinco provas, todas as unidades do _A_Z ficariam entre as 30 melhores do Rio. É importante salientar que muitas instituições de nível superior utilizam exatamente essa ponderação para selecionar seus alunos. Veja:

ranking enem 2015 5 provas

Ranking “B” – Medicina UFRJ

Para simples efeito de simulação, aplicamos o sistema de “pesos” que a UFRJ utiliza para selecionar os candidatos no SiSU, com as notas do ENEM, a saber:

  • Linguagens – peso 2
  • Matemática – peso 1
  • Ciências da Natureza – peso 2
  • Ciências Humanas – peso 1
  • Redação – peso 3

Neste caso, se todos os estudantes, de todas as escolas, quisessem Medicina nessa universidade, os alunos do Colégio de A a Z estariam nas seguintes colocações:

ranking enem 2015 medicina

Ranking “C” – Direito UFRJ

Dentro da mesma lógica de simular o desempenho dos alunos para um uso prático, testamos a hipótese de todos quererem Direito na UFRJ. Nesse caso, os pesos são os seguintes:

  • Linguagens – peso 2
  • Matemática – peso 1
  • Ciências da Natureza – peso 1
  • Ciências Humanas – peso 2
  • Redação – peso 3 

Nessa simulação, melhoraríamos ainda mais nosso desempenho. Vejam:

ranking enem 2015 direito

Ranking “D” – Engenharia de Produção UFRJ

Finalmente, julgamos interessante verificar a hipótese de todos os estudantes quererem uma carreira na área de Exatas. Escolhemos a Engenharia de Produção, que é uma das mais concorridas, cujos pesos, pela UFRJ, são:

  • Linguagens – peso 2
  • Matemática – peso 4
  • Ciências da Natureza – peso 4
  • Ciências Humanas – peso 2
  • Redação – peso 3

Mesmo nessa hipótese, o desempenho dos nossos alunos seria o seguinte:

ranking enem 2015 eng prod

Considerações finais

Todas essas circunstâncias ajudam a entender por que a imprensa acaba sempre preferindo uma abordagem genérica do assunto. Afinal, há aspectos técnicos e pormenores que não cabem nas reportagens. Mas é nossa obrigação oferecer subsídios a um entendimento mais cuidadoso das médias.

Internamente, continuamos seguros de que o trabalho vem sendo feito com consistência e usamos as notas do ENEM como mais uma referência, entre muitas outras, para nossas opções pedagógicas.

É muito gratificante podermos figurar entre as melhores escolas do Rio. Com o tempo, tendo cada vez mais alunos conosco desde o 9º Ano do Ensino Fundamental, acreditamos que o fluxo natural das coisas levará a uma convergência ainda maior entre a qualidade de ensino que esperamos oferecer e a posição relativa do colégio nessas listas.

Aproveitamos para agradecer a confiança das famílias dos nossos alunos, que contam com o melhor instrumento para medir o impacto da formação acadêmica em seus filhos: a observação cotidiana dos hábitos e valores que vão se formando dia após dia.

Caso queira avaliar os desempenhos das 150 melhores escolas do Rio nesses e em outros rankings possíveis, clique nos links abaixo para ver os PDFs e uma planilha Excel com os dados completos.

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